
À luz de candeeiros
As tardes de um ontem longe
acendem as minhas janelas
à luz de candeeiros
e trazem lembranças sinestésicas:
o cheiro de uma tarde de chuva,
o aroma do café coado no pano,
o sabor da broa de leite.
Em que baú de mim
guardei a rústica parede da infância?
em que tijolo salitre se escondem
meus insólitos segredos?
Maria Maria
8 comentários:
Um poema danado de bom,
capa de guardar
"a rústica parede da infância".
Um beijo.
Belo não apenas pela memória de-gustativa; mas pelas inquietações que os cheiros causam, sempre!
Beijos, ótima semana!!
;)
Lindo!
A saudade, faz o ontem ficar mesmo muito distante.
"Em que baú de mim
guardei a rústica parede da infância?"
Maravilhoso!!!!
Beijos
Mirse
Olá Maria,
teus versos tão densos e, ao mesmo
tempo cheio de sutilezas. Esses dias
a falar com Patrícia dizia das coisas da infância.
tenho a impressão que, como ja disse algum poeta,
a infância ou a adolescência destes que escrevem versos,
jamais passará.
Parabéns pela linda poesia.
Abraço a ti e tenha uma linda semana.
daufen bach.
Oi, Maria. Li seus textos. Adorei!
Tão sensíveis... Você tem estilo
e voz própria. Parabéns pelo nível
intelectual e lírico do seu blog.
Cuide-se bem. Beijos.
Zilda Freitas
Bravo!! Bravo!! Bravíssimo!!
E ainda foi minha professora!! =D
Maria Maria!!
Tenho um blog com poesias e alguns textos, http://infinitoefinito.blogspot.com
Vale a pena visitar!!
Os candeeiros, cá
de cima, alumiaram
a meninice
[do post logo abaixo...]
Beijos,
Marcelo
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