quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Epitáfio para as duas flores

Para Kátia e Jaianne

Nós brincávamos no jardim da nossa infância,
na floresta onde mora a alegria.
Éramos pássaros livres na distância,
no suave céu da fantasia.

Nosso tempo de flores coloridas
com bonecas, casinhas e florais.
Tempos doces que marcaram nossas vidas
como as doces poesias madrigais.

Eram tempos de encontros escondidos
nas pracinhas do caminho-Seridó.
Eu gritava de euforia, tempos idos
__ Nossa vida é de flores, nunca só.

Mas o vento soprou em redemoinho
na real velocidade de um tufão.
E no céu, as folhinhas foram indo
como as penas leves de um faisão.

Ora, ora! Nossa vida não é mais aqui e agora.
É no céu, junto aos anjos, em turbilhão,
é nos braços de Deus, na aurora
nos jardins que enfeitam o coração.


Professora Maria José Gomes

Um comentário:

Emerson Donizeti Batista disse...

Adorei o poema, adorei o título "Epitáfio para as duas flores".
Poético, etéreo...
Profético, metafórico,
mínimo, meteórico,
imemorial...

Beijão!