quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O rio de todos

O rio
que abraça
a ponte
que aponta
para o poente
não é o mesmo
rio de Heráclito,
mas o de todos.

O rio me laça
com suas lembranças
cravadas nas pedras
brilhantes do Cruzeiro,
do navio estático,
próximo ao Pereiro
das Galinhas da Angola
(do Seridó).

O rio
é resiliente:
se preserva e se guarda
e se mantém perene
na memória.
Só me falta a chuva
para eu banhar minhas bonecas
às margens desse rio.

Maria Maria

4 comentários:

Moacy Cirne disse...

E o rio se faz poema, e o poema se faz mar, e o mar se faz Maria: Maria Maria. Beijos.

José Rosa (ZeRo S/A) disse...

Banhar minhas bonecas às margens desse rio... que imagem linda. Beijo grande.

Délia disse...

Maria que lindo...
já vim aqui antes, e sempre me encanto...
um abraço


http://compulsaoporescrever.zip.net/


Adélia Danielli

rio.gomes disse...

O rio de todos está dentro da gente, como o rio do meio. Um abraço, Maria.