sexta-feira, 9 de maio de 2008

Para a mãe que há em mim

E o tempo avermelhou
naquele turbilhão de calor:

barro se amoldando,
forma se formando,
círculo se arredondando.

A explosão!

Não era o mundo
das grandes descobertas.
Era a descoberta do mundo:

Mães!


Maria Maria
Foto: leiaorotulo.zip.net/images/momAG.JPG

4 comentários:

Moacy Cirne disse...

Um poema sensível, com um belo final. Beijos.

Jacinta disse...

Mulher, como é que você consegue traduzir em palavras as várias "moradas" que habitam na mulher. Lindo demais.
Beijos

zelia disse...

...bonito! Descobrir-se mãe é uma aventura e tanto...Beijos de carinho e um dia feliz!

Maria Maria disse...

Obrigada, Zelia, poderia me mandar seu e-mail ou blog? Um abraço, Maria Maria