sábado, 20 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
ANÚNCIO CLASSIFICADOPreciso urgentemente de um pintor:
que retoque,
toque,
pinte
o meu coração.
Preciso de um construtor
para ressurgir as ruínas
__ Vendaval que passou.
Preciso de flores na casa,
cortinas divididas
Um sino do vento
Pendurado à janela,
preciso!
Preciso de luzes de velas
para iluminar o telhado
e a mesa de jantar.
Preciso reconstruir
meu coração
com uma cama para amar
Preciso ser Cleópatra
e
em um tapete me enrolar.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Vou me perder essa noite.
Não quero bússolas nem rosas
dos ventos.
Terei as estrelas, os sapos
e corujas com os olhos cheios
de lua.
Carregarei na sacola
um pouco do nada ou
tudo.
Abrirei as janelas,
Sininhos poderão entrar
com as bruxas.
Vou me perder essa noite
para me encontrar ao raiar do dia
deitada sobre uma cama de girassóis.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Fodam-se todos!
O ódio rasga meu peito,
sobe para a mente e me domina.
A dor que eu sinto é boa, gostosa, me fascina.
Porque os políticos mandam os pobres para
guerra em vez de irem eles mesmos?
Porque as cobras são discriminadas
porque tem veneno?
E os homens
que o veneno deles está na alma
sofrida, torturada. As mortes causadas
são piores que qualquer veneno
e mesmo assim não são discriminados.
E os negros, pobres, gays não têm direitos?
Fodam-se se todos!
Foda-se o mundo!
Vivi, cresci , envelheci, morri!!!
E nunca fui feliz!!!
Que mundo patético, cheio de ilusão!
Para que viver em um mundo
onde sonhos são apenas sonhos?
Rico: mesquinho, ganha tudo
sem fazer esforço e acha
que é melhor que os outros
a ponto de pisar em todos.
Pobre: trata bem os outros,
trabalha e sabe o sofrimento
que a vida lhe traz.
Pobre quando vira rico
muda o caráter,
fica sem amigos de verdade.
Se esquece que um dia foi pobre,
vira um mesquinho.
Rico quando vira pobre
aprende a valorizar,
não só aquilo que se tem,
mas o que está ao seu redor.
Humanidade miserável!
Cada vento é um grito,
pedindo ajuda, pois o mundo
está morrendo.
Guerras, fome, a humanidade
tem o dom de causar tristeza.
Amigos? Nunca os tive,
mas consegui sendo outra pessoa.
Mas o que isso provou?
Apenas que sou fraco.
Hoje em dia, viver não é mais um desejo
e sim um sonho ruim, esperando
que um dia eu acorde e esqueça que dormi
e que um dia eu sonhei....
Artur Gomes Guirra (14 anos)
sábado, 2 de agosto de 2008

Às vezes ser pedra, queria: dura, firme e opaca. Queria ser, em certas temporadas, tão seca como uma folha outonal: stric, stric, stric...! Sem nunca ter sido primavera. Há horas em que eu gostaria de ser vidro para partir-me em fragmentos e deixar-me retesada sem a força do vento, impulsionando-me à frente. Tempo há em que a alma dilacera e o corpo chora, chora mesmo, pelos poros de uma tez amadurecida. E a chuva cai! Granizos rompem telhados que impedem uma noite de amor entre os gatos. Tudo na meia estação ou em um inverno de sentimento gélido, de amores mal amados. Mas, o verão me diz que a minha palavra nua sempre será perdoada e que, com ou sem gatos no telhado, terei uma linda noite de amor com meu parceiro imaginário.
Maria Maria
quarta-feira, 30 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Dormirei nua o sono das deusas
e acordarei girassóis do eterno
estado de adormecência.

Farei o sol girar em círculos
como lobos à caça de um beijo
e alçarei vôos como as gaivotas.
Não serei a escrava de um reino
escondido. Não serei.
Mas a rainha da janela.
Embora deseje-te à hora
em que o chão dorme, não
posso me dizer mais...
É tarde, não te canses do teu tempo.
Durma, nesse meio tom.
Durma, amado poeta!
domingo, 13 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Para os que pensam
Abençoados sejam

os trovões:
o brilho semiótico nas rochas,
o olhar selvagem do céu,
o êxtase dos brotos,
a sede de romper o chão,
a ponta do verde,
os círculos de fogo.
Abençoados sejam
os relâmpagos:
o germinar dos fios,
o deitar dos rebentos,
a ereção dos bulbos,
o sopro do vento,
a boca do tempo,
as vozes da manhã.
Abençoados sejam.
sábado, 5 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
OU PSEUDOS
Ventre

Ui (!)
Fechei a porta
do meu ventre.
Cone
O teu cone cilíndrico,
arredondado faz–me
louca no teu cavalo alado.
A língua
A língua é um lençol
de seda que deita
e rola no meu desejo.
Lua
Embora seja tua
dê-me nua
a lua que te dei.
Zeus
São meus os teus
olhares que os trovões
apagarão.
Fome
Se a poesia me toma
e me deseja, é porque
sou fruta na tua mesa.
Deusa
Se deusa me tomas,
me usa! Mas bebes tu
o mel que te lambuza.
Maria Maria
terça-feira, 24 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Não tenho telhados vermelhos
como Lisboa, ou de vidro
como o Louvre.
Minha arquitetura me permite

apenas ver o não dito sob o telhado
da choupana seridoana.
E tenho uma telha, um talhe
que se entorta a cada pegada de mim,
quando felina.
E tenho, o impossessivo.
O pouco de chuva que respinga
de minhas sendas.
E embora a pena de algum passarinho
desmai sobre meu leito,
tenho no peito, o pouco de mim.
Maria Maria
In Poetas vermelhos
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Quando meus pés acordam,
ainda limpando os olhos,
conseguem ver o invisível

que se fixa entre o real e o sonho.
Saem serelepes da cama,
entram na velha sandália de asas
e abraçam o mundo, como
se fosse só seu.
À noite, depois de roubar
o viço do dia, correm serpenteando
para seu lugar de aconchego:
lembram das vozes de outros pés,
da imagem de cada rosto,
do jeito sóbrio e lúgubre
de quem se esponja na palavra
o dia inteiro, e diz:
“Quero a extensão da minha liberdade”.
E, entre as letras e os fonemas
dormem o seu sono sagrado.
Maria Maria
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Havia uma mulher
cigânica,
cavérnica

e
domadora.
Amante
e amada
(pelos cabelos).
Uma mulher
que não usava xampus.
Havia...
A mulher de agora
tem uma calcinha na bolsa,
um sutien de silicone,
uma tatuagem
e não mora numa caverna.
A mulher de agora
é surrealista,
feminista,
liberta, mas
nunca deixará de ser mulher.
Maria Maria
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Hoje não me interessa pensar,
nem mesmo pescar algum boto.Não me interessam as suas agruras,
os seus desconsolos ou soluços roucos.
Chega de tanta mentira,
o meu choro já me basta.
Eu já me basto.
Maria Maria
Foto: http://bonne.intelligence.free.fr/Kamouniak/pastels%20et%20encres/images/tristesse.jpg
sexta-feira, 9 de maio de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008

Não sei se quero falar da perda da minha asa, da plumagem que dourava no sol e do brilho que resplandecia toda manhã.
Eu vi o sertão acordar em mim, logo que o amarelo-canário apontava no horizonte e vi minhas nuances alçarem vôo num desespero sem fim. Senti meus músculos tremerem no canto oblíquo da boca e uma pequena cachoeira se formando na esquina dos meus olhos. Tudo vi, mas recuei o choro e bloqueei a palavra.
A dor vinha rasgando a estrada como faz uma acauã quando voa rasante pelos caminhos de pedra e volta furando, bicando, abrindo fendas...
Às vezes, há solidões merecidas! E há aquelas que se instalam estrangeiras e fixam moradia por tempo indeterminado. Pior ainda, são as que carregam no braço um pergaminho, contendo os itens a serem observados naquela nova estadia atemporal.
Mas o tempo não é conivente com a solidão. Ele é nômade e livre. E já está na hora de querer a minha asa de volta.
quarta-feira, 5 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
De repente a invasão:
corpos, átomos...Uma troca perfeita,
um momento,
um prazer ,
um ser.
A transformação do corpo,
um efeito,
um jeito.
O peito palpita,
a alma grita,
os olhos clamam,
as mãos chamam,
0 encontro acontece.
As bocas murmuram.
as pernas tremulam ,
o toque,
o choque.
A emoção e o desejo
transpiram no peito.
As portas se abrem,
os lábios se comem
numa só canção
Quero, gosto, espero:
a língua colada à língua,
o sangue pulsando lento,
o cabelo jogado ao vento,
nesse momento-emoção.
Eme Gomes (poemas-beijos)
sábado, 23 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
1º Congresso Mundial de Poetas del Mundo.Em maio estaremos realizando em Natal o 1º Congresso Mundial de Poetas del Mundo.
http://www.congressopoetasdelmundo.com/menu.htm
A séde Poetas del Mundo é no Chile - mas está espalhada em 100 países. Concretamente.
http://www.poetasdelmundo.com/
Eu os represento aqui no nosso Brasil e nas Américas:
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=600
Luiz Árias Manzo - Secretário Geral de Poetas del Mundo, Deth Haak, representante no RN, o Governo do Estado do RN - da Governadora, do Presidente da Fundação de Cultura do RN , o Poeta Cordelista CRISPINIANO NETO e do Prefeito do Natal e Eu - pretendemos levar - em maio vindouro - na capital Potiguar - uns 1.500 poetas - escritores - Poetas del Mundo ou não - de todas as vertentes, credo, raça e cor...
Venho convida-los - A TODOS - para que venham participar - inscrevendo-se em Poetas del Mundo - através do site http://www.poetasdelmundo.com/ . Para se inscrever entre na página - Clicar bem no cantinho do lado direito onde esta escrito num retangulo preto: EL MANIFESTO que fica no link http://www.poetasdelmundo.com/manifiesto.asp - Clica no manifesto em portugues: http://www.poetasdelmundo.com/verManif_portugues.asp?ID_Manifiesto=129 e prencha.
OBS: - se não conseguirem a inscrição enviem para o meu email delasnievedaspet@gmail.com para que eu providencie a inscrição - junto ao Àrias Manzo, no Chile:
- 1 foto
- 3 poemas
- apresentação
Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Sub-Secretária para as Américas e Embaixadora para o Brasil de Poetas del Mundo
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=600
domingo, 10 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
31/01/2008
PROGRAMA "CHÁ DAS SEIS"
Caros Leitores e LeitorasNesta última terça-feira (29 de Janeiro de 2008) foi criado o Programa “Chá das Seis” da Rádio CNAGITOS. O programa de rádio via internet será apresentado todas as terças-feiras, depois do carnaval, ás 18h00min no site www.cnagitos.com, é só você acessar e ligar as caixas de som do seu PC.
O programa “Chá das seis” é um projeto inédito, onde toda semana teremos uma boa música e recitais de poesias de poetas curraisnovenses, do Rio Grande do Norte e de poetas famosos do Brasil e do do Mundo. Teremos um informativo semanal de concursos de poesias, atividades culturais e divulgação de Blogs ligados a Cultura. Traremos para vocês ouvintes/internautas em todos os programas uma ótima entrevista com alguma pessoa ligada à cultura que seja da nossa cidade ou esteja visitando Currais Novos para falar um pouco do seu trabalho.
O programa “Chá das Seis” tem como apresentadores Maria José Gomes (Eme Gomes – professora e escritora), Odon Jr (Biomédico e Poeta) e Aristóbulo Lima (Ari – Escritor, cronista, e funcionário público).
Os internautas/ouvintes podem interagir com o programa enviando mensagens, mandando poemas, pedindo músicas e dando sugestões. É só adicionar o MSN radiocnagitos@hotmail.com e mandar sua mensagem.
Na primeiro programa “Chá das Seis”, a entrevistada foi Jarlene Maria, essa artista de multitalentos que está de férias na cidade de Currais Novos, o bate papo foi muito bom!
Escutem os próximos programas e lembrem-se todas as terças-feiras ás 18h00min é só acessar o www.cnagitos.com e conferir um pouco de cultura na Rádio CNAGITOS – Á Rádio sem fronteiras.
Contamos com a participação de todos e todas!
Nas fotos: Jarlene Maria
Sentados: Odon jr., Eme Gomes e Aristóbulo Lima






























