sábado, 11 de julho de 2009




Águas

Água de chuva para o corpo cansado
Água de chocalho para o pouco falar
Água de colônia para o cheiro no amor esperado
Água do açude para as partes lavar.

Água de biqueira para uma tarde de chuva em Currais
Água de choro para amaciar a dor
Água de bica para limpar os quintais
Água de rosas para chamar o amor.

Água de poço para o beijo escondido
Água de lua para fazer poesia
Água de igreja para afastar o maldito
Água de nuvem para paixão fugidia.

Água de pote para matar a sede
Água de quarta para lembrar vovô
Água de açúcar para deitar na rede
Água de saudade para molhar o cobertor.

Maria Maria

5 comentários:

José Carlos Brandão disse...

Lavei a alma!
Lindo poema, Maria do Seridó.

Um beijo.

Moacy Cirne disse...

Sim, o poema é lindo, como disse o Brandão. E já está no Balaio.

Um beijo.

Oreny Júnior disse...

Maria

Ao acessar nessa segunda cedinho, banhei-me nesse riomar de poesia...

Abração

Oreny Júnior

Canto da Boca disse...

Águas de enfeitar belezas!
Como é belo teu cantar, Maria, e eu particularmente ando a me banhar nas águas da saudade!

Beijos e ótima semana!

;)

DALVINHA disse...

Lindo poema. Eu fiz especialização em Literatura e sou apaixonada por poesia...