domingo, 19 de abril de 2009


(Des)oriente

Nada me retoma
do tempo das fogueiras:
tiro a roupa, o fogo me espera.

Cada certeza e cada afago
é uma espiã
desvairada.

Tenho a dúvida
como inconsciência
do que sou.

Cada espera
é uma esfera
de luzes e sombras.

Não entendo mais de bússolas
estou em estado
de (des)oriente.

Maria Maria

7 comentários:

Oreny Júnior disse...

Maria

seu norte
está no sua poesia
não em gps
nem tanquanto
em coordenadas

Beijos

Oreny Júnior

daufen bach. disse...

Que coisa linda Maria Maria...

adorei esse:

(...) estou em estado
de (des)oriente.

Poema instigante, sensual, lindamente escrito.

Parabéns a ti.

Abraço Terno.

daufen bach.

Nirton Venancio disse...

Maria Maria, estou encantadíssimo com sua poesia! Que ótima surpresa!
Agradeço sua visita ao meu blog e o comentário sobre o meu amigo José Alcides Pinto. E agradecemos a ele esse nosso encontro.
Convido-lhe a visitar a minha página de poesia, www.nirtonvenancio.blogspot.com, onde deixarei o link deste espartilho, tudo bem?
Um abraço, e não nos percamos!

Mulher na Janela disse...

Maria, uma coisa de (des)orientar esse seu poema nada lúcido, lindamente lírico.

Beijos...

Francis Davis disse...

Gostei muito deste poema.
Adoro poemas assim neste estilo.

Você é uma pessoa muito talentosa e por isso espero que continue fazendom o que sabe. Não queremos perder alguem tão importante do nosso seridó.
Obrigado pelo comentario no meu poema.
Bjos [Mãe de Arthur]
By: Francis Davis[The vampire]

Canto da Boca disse...

Que beleza de poema, ao mesmo tempo em que tens a consciência do tempo que foi, reflexiona sobre o próprio sentido do que és, do que está sendo, do que será (ou não)!
Bonito, muito bonito!

De clique em clique, cheguei aqui.
;)

Canto da Boca disse...

Maria Maria, estou te linkando na minha listinha. Mas tenho uma suspeita de que a indicação do meu blog, na rádio, tem uma participação tua... De toda forma, muito obrigada, senti-me tão honrada!!
Um beijo grande!
;)