segunda-feira, 21 de julho de 2008

É tarde, amado poeta!

Dormirei nua o sono das deusas
e acordarei girassóis do eterno
estado de adormecência.

Farei o sol girar em círculos
como lobos à caça de um beijo
e alçarei vôos como as gaivotas.

Não serei a escrava de um reino
escondido. Não serei.
Mas a rainha da janela.

Embora deseje-te à hora
em que o chão dorme, não
posso me dizer mais...

É tarde, não te canses do teu tempo.
Durma, nesse meio tom.
Durma, amado poeta!

Maria Maria

5 comentários:

instantes e momentos disse...

é muito bom voltar aqui. Me inspira. Bom te ler, lindo teu modo de dizer .
gosto daqui, me inspira...!
Tenha bons sonhos.
Maurizio

Moacy Cirne disse...

Ternuramento amoroso.

marilia disse...

=)

Moacy Cirne disse...

Maria Maria: pedra-de-toque no Balaio. Beijos.

Jeanne Araujo disse...

Minha linda, este poema é assombrosamente maravilhoso. Como tudo que vc escreve. bjos