
O dorso dos anjos
Minhas asas foram cortadas
-ao nascerem, sob a lua-
naquele quinto de hora noturna.
Parte delas esvoaçava-se pelo chão.
Só penas e eu
sentimos pena de mim.
Com o tempo
- o tempo passa-
refiz meu dorso.
E minhas penas,
antes, espalhadas pelo chão,
viraram livros e voam na imensidão.
Maria Maria
2 comentários:
seus versos voam até a mim, leves, leves.
lindo esse poema, menina!
tô de volta à blogosfera, espero que me visite com suas palavras doces, tão doces.
beijos,
iara maria
Puxa! Lindo poema! Lindo mesmo.
Se você permitir, gostaria de fazer referência a ele em meu blog, o http://inscritosempedra.com/ Caso julgues que o espaço é digno de te reproduzir.
Colocaria, evidentemente, o link para cá.
Parabéns! Fica com um abraço fraterno
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