terça-feira, 12 de abril de 2011


Anestésica

O reencontro com a tarde anestésica
me permite lembrar:

uma gota azul de chuva,
o canto singular de um galo,
uma queda repentina na cor do tempo,
o som masculino de trovão.

Lembro-me da rede-algodão,
da tarde seridoense e do meu lençol
xadrez-rosa-branco, amaciando
o meu sono-menino.

Maria Maria

2 comentários:

Adriana Alves disse...

As lembranças afetivas sāo maravilhosas. Abraços. Adriana

Délia disse...

Que lindo. Senti até o aconchego. =)