
A quarta
Para meu vô, Justino
A quarta de vovô
não era a quarta-feira
de cinzas.
A quarta de vovô
não era de tintas.
A quarta de vovô
guardava a água
todos os dias.
Não era uma quarta parte
do todo
Era uma quarta
onde havia guardada nela:
água, amizade, saudade, alegria.
Maria Maria
4 comentários:
Que lindo Maria Maria!
Adoro essa linguagem de nossos ancestrais. Pelo visto, seria uma moringa, onde ele brindava a amizade e o sabor da vida!
Maravilhoso!
Beijos
Mirse
Eme,
As lembranças dos alunos, portando uma quartinha nas escolas primárias,
estão em mim, desde menina.
Lindo o seu poema!
MJosé.
Bem.
Quarta saudosa - que permanece...
Quarta que mata a sede como uma moringa d'água.
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