terça-feira, 8 de setembro de 2009

Democracia

O legado grego de vovô
se guarda há milênios,
no porão da clareira.

Dorme na raiz
do meu sangue-índia:

nos cajus,
nas andorinhas,
nos girassóis.

O legado grego de vovô
descansa lívido
na Serra de Sant’Ana
nas terras do Seridó.

Maria Maria

5 comentários:

daufen bach. disse...

Olá Maria!

Os legados dos avós são caminhos atávicos que não conhecemos, mas pisamos e seguimos. Belíssimo Poema!

Passa no Omnia, tem um presentinho para ti lá.

Abraço e tenha uma linda semana!

daufen bach.

Canto da Boca disse...

Uma bela composição genética, estética e poética, aliás, como sempre!

Um beijo, Maria!!
;)

José Carlos Brandão disse...

Belíssimo poema, Maria. Gostei.

Marcelo Novaes disse...

Maria,



Grécia e agreste compactados. Sólida ternura...






Beijos,









Marcelo.

Liebe Lima disse...

doce poema...

passo num atraso sempre que me perssegue...
as vezes chego tarde.
mas guardo de ti a mulher
das terras de Seridó.

Agora sou sua seguidora...passe por lá...onde escrevo...me deixe uma palavrinha...

Abraço, Liebe