sábado, 6 de dezembro de 2008

Meu olho-rio

Navego ao amanhecer
pelo meu corpo:
canyons se formam em estruturas
geo-poéticas,
pedras míninas se transformam
em diamante,
folhas deitam-se sobre minhas
águas,
cipós passeiam sobre minha carne
(entre o dormir e o acordar).

Meu olho-rio rir
desse estado. Acho
um riacho de poesia.

Maria Maria

3 comentários:

Moacy Cirne disse...

"Navego ao amanhecer pelo meu corpo": belíssimo verso. Um beijo.

J.R. Lima disse...

lindo isto!
descobrir-se é conhecer o mundo.
estes teus riachos de poesia ainda te levam ao mar...

Mulher na Janela disse...

o final do poema é a constatação lírica da vida.
a supresa, o achado, o encontro.

beijos...

Iara