quinta-feira, 19 de agosto de 2010


Manhã

Estavas folha, esta manhã
e sorrias para meus olhos
-nada azuis-esverdeados-,
mas de caule seco.

E me dizias sereno
que a manhã
nascera para mim.
(Nem entendo muito de manhãs)

O meu tempo é de um noturno indefinível,
mas noturno.
O meu tempo é dialético
e furta-cor.

Um caleidoscópio
que só tem sol
ou uma colorida manhã
a mim desconhecida.

Maria Maria

Um comentário:

Mirze Souza disse...

Que lindo, Maria Maria!

Amanhecer folha, e ter a noite como indefinível e o tempo dialético e furta-cor, já faz do poema uma "MANHÃ" de muita luz!

Me impressiona sua percepção!

Muito BOM!

Beijos

Mirze