Manhã
Estavas folha, esta manhã
e sorrias para meus olhos
-nada azuis-esverdeados-,
mas de caule seco.
E me dizias sereno
que a manhã
nascera para mim.
(Nem entendo muito de manhãs)
O meu tempo é de um noturno indefinível,
mas noturno.
O meu tempo é dialético
e furta-cor.
Um caleidoscópio
que só tem sol
ou uma colorida manhã
a mim desconhecida.
Maria Maria
Um comentário:
Que lindo, Maria Maria!
Amanhecer folha, e ter a noite como indefinível e o tempo dialético e furta-cor, já faz do poema uma "MANHÃ" de muita luz!
Me impressiona sua percepção!
Muito BOM!
Beijos
Mirze
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