quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Águas doces


Sou uma concha das águas doces,
do oceano Dourado,
como o peixe do açude magro
de sol sem chuva.

Sou uma concha das quebradeiras
nos tempos invernais,
das correntezas
desse cinza – verde –lilás.

Sou uma concha aberta,
a sílfide dos lagos- conchas,
das areias tontas,
naturais.

Maria Maria

4 comentários:

Moacy Cirne disse...

Poema dourado de águas doces, sua escrita faz-se concha e correnteza: uma escrita abertas à emoção. Beijos.

Espartilho de Eme disse...

Obrigada, Moacy! Beijos
Maria Maria

gilce disse...

Maria José Gomes

Espero que a chuva que não chegou em dezembro, possa chegar em janeiro e encher os nossos açudes do sertão e as nossas emoções.Um forte abraço!

Sds

Odon JR

Jeanne Araujo disse...

como concha não se feche,mas se abra e mostre a linda pérola que és!