segunda-feira, 16 de julho de 2007


Órfã


Sou órfã
de tua boca e músculos

Muito!
de teu músculo generoso

Sou órfã
de tudo que lembra
o teu olhar fogoso

Sou órfã de tua mão,
que feito cão,
me morde o pescoço

Órfã de teu cheiro doce.
Muito, de teu calor

Órfã do teu amor.

Maria Maria





5 comentários:

Ana Morena disse...

Um poema forte, MariaMaria. Forte e expressivo. Forte e "musculoso", isto é, com sustança literária. Gostei, claro. Vai pro Balaio, tá? Um beijo.

Moacy Cirne disse...

O seu poema já está no Balaio, MariaMaria. Um beijo.

Alexandro Gurgel disse...

Olá, Maria José!
Acuso recebimento do livro. No próximo final de semana estarei andando pelos Currais com uma trupe natalense que participará da Feirinha Literária.
Alex

Espartilho de Eme disse...

Obrigada Ana Morena, Moacy e Alex! Outros textos virão. beijos

Theo G. Alves disse...

sua sensualidade é generosa, miss eme.
belo texto.

beijo deste amigo.